As atitudes e comportamentos exigidos pelas organizações
O mercado de trabalho vive em constante mudança e muito se fala no perfil de sucesso do profissional moderno. Por conta desta mutação do cenário corporativo e das diversas áreas de atuação, é difícil afirmar quais as condutas e ações mais adequadas para toda e qualquer situação de trabalho. Porém, existem competências técnicas e comportamentais que devem estar presentes em todas as atividades profissionais, de acordo com as tendências do mundo organizacional.
Em geral, todo profissional possui competências técnicas (executar suas atividades do dia a dia) e estratégicas (ter a consciência da situação global da empresa, para onde caminha, situação de mercado e desafios), e o comportamento humano (como postura e relacionamento interpessoal).
O profissional de sucesso precisa saber lidar com pessoas, deve agir com naturalidade às pressões do dia a dia, tem que ser flexível e precisa saber reagir rapidamente a mudanças, no entanto as cobranças dependerão de cada empresa e podem ser diferentes dependendo da área de atuação. Por exemplo, uma área técnica exige ações mais precisas e pontuais, enquanto uma área comercial exige uma maior humanização nas ações, como questões de negociação e retenção de clientes. “Administrar a parte técnica não é algo crítico para as organizações, pois quando há a contratação de um profissional, entende-se que ele domina determinadas atividades que competem a sua demanda. O mais desafiador é despertar na pessoa uma visão mais consciente da empresa em que atua e seu papel como parte estratégica da corporação”, aponta Nelson Moschetti, consultor de RH da Crowe Horwath RCs, empresas de auditoria e consultoria.
As competências podem ser divididas em dois grandes grupos: as técnicas e as comportamentais. Na parte técnica, espera-se do profissional que seja suficientemente habilidoso, para realizar de forma correta suas atividades. “Um erro comum é que, muitas vezes, as pessoas se prendem às ações do momento e não pensem que na evolução da carreira podem passar a desempenhar funções diferentes”, alerta Víctor Martínez, especialista em análise de perfil comportamental e CEO da Thomas Brasil, empresa de gestão de pessoas. Já a competência comportamental é a capacidade de integrar e identificar as próprias emoções, motivações e pensamentos, colocando-os de forma prática frente às situações do dia a dia.
Uma pessoa que possui o comportamento adequado às exigências da empresa, mas não tem conhecimento de suas atividades, tecnicamente falando, não atingirá o sucesso. O oposto também coincide, pois uma pessoa que sabe muito do que faz, mas não se porta conforme às expectativas da organização, naturalmente será visto com maus olhos. Para Víctor, em relação as competências comportamentais, quando um profissional é contratado, o bom senso indica 75% da conduta que deverá ter no ambiente de trabalho. “O restante, como valores e cultura da empresa, só será revelado durante suas atividades de rotina e com a convivência neste novo ambiente”, completa.
Gestores centralizadores não dão espaço para novas ideias e prendem seus subordinados em suas ações e decisões. Então, no papel de líder, é importante saber criar um ambiente na equipe que facilite a solução de problemas, estimule a inovação e dê autonomia aos liderados. “A alta direção da empresa precisa ter um discurso que estimule a prática de um bom ambiente de trabalho e com boas condições para os profissionais. Essa filosofia deve ser passada para a média gerência e para o primeiro nível de chefia, como supervisores”, opina Moschetti.
O diferencial competitivo do profissional está em saber gerir as próprias características. Ou seja, no autoconhecimento e na identificação das competências e do perfil comportamental. Após conhecer as próprias características, é preciso analisá-las junto às exigências do mercado atual, e desenvolver outras, caso necessário. “O profissional não pode estar voltado apenas para a expectativa do que a empresa pode fazer por ele. A chamada proatividade é fundamental para alcançar o sucesso e fazer cursos de especialização na área. MBAs, por exemplo, auxiliam no avanço da carreira”, finaliza Nelson Moschetti.
Fonte: As atitudes e comportamentos exigidos pelas organizações – Sucesso Profissional - Jornal Carreira e Sucesso
quarta-feira, 23 de março de 2011
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Geração Z promete revolucionar ambientes de trabalho
Segundo uma pesquisa recente da IBM, nos próximos anos, o ambiente corporativo deverá presenciar a entrada da chamada geração Z no mercado de trabalho. Nascidos em meados dos anos 1990, as pessoas dessa geração são dinâmicas, inovadoras e intimamente ligadas às novas tecnologias. Atualmente, esses jovens são consumidores exigentes e estão em busca de empresas que desenvolvem atitudes diferenciadas. Mas como serão esses indivíduos quando já estiverem no mercado de trabalho? O que podemos esperar dos futuros colaboradores e líderes das organizações?
Segundo o consultor da área de desenvolvimento de competências, Gilberto Wiesel, essa nova geração promete, nos próximos anos, revolucionar os ambientes de trabalho. Envolvidos diretamente com as novas ferramentas digitais, como mídias sociais, os Z’s são ágeis e profundamente ansiosos por mudanças. Tais características, de acordo com Gilberto, são positivas e trarão benefícios às empresas no futuro. "Conhecendo a maneira dinâmica com que eles lidam com muitas situações, acredito que esses futuros profissionais serão, antes de tudo, funcionários multitarefa", opina.
Por outro lado, Gilberto ressalta que essa rapidez poderá ser um ponto prejudicial à carreira dos futuros profissionais. Ele explica que "o dinamismo excessivo dos jovens, a busca por soluções muito rápidas podem se transformar esses colaboradores em funcionários dispersos e com baixos níveis de foco e concentração".
Para o consultor, a entrada da "geração do futuro" no mercado deve provocar mudanças no modo como as empresas atuam, tanto na forma de atendimento aos clientes quanto na relação entre os funcionários. Afinal, estudos recentes apontam, por exemplo, que 20% dos jovens da geração Y, anterior à Z, já ocupam cargos de liderança em grandes empresas. Por isso, ele alerta que os gestores devem se preparar desde já para a chegada dessa nova geração, tecnológica, inquieta e, principalmente, dinâmica.
Fonte: danylo@imagecom.com.br
Segundo o consultor da área de desenvolvimento de competências, Gilberto Wiesel, essa nova geração promete, nos próximos anos, revolucionar os ambientes de trabalho. Envolvidos diretamente com as novas ferramentas digitais, como mídias sociais, os Z’s são ágeis e profundamente ansiosos por mudanças. Tais características, de acordo com Gilberto, são positivas e trarão benefícios às empresas no futuro. "Conhecendo a maneira dinâmica com que eles lidam com muitas situações, acredito que esses futuros profissionais serão, antes de tudo, funcionários multitarefa", opina.
Por outro lado, Gilberto ressalta que essa rapidez poderá ser um ponto prejudicial à carreira dos futuros profissionais. Ele explica que "o dinamismo excessivo dos jovens, a busca por soluções muito rápidas podem se transformar esses colaboradores em funcionários dispersos e com baixos níveis de foco e concentração".
Para o consultor, a entrada da "geração do futuro" no mercado deve provocar mudanças no modo como as empresas atuam, tanto na forma de atendimento aos clientes quanto na relação entre os funcionários. Afinal, estudos recentes apontam, por exemplo, que 20% dos jovens da geração Y, anterior à Z, já ocupam cargos de liderança em grandes empresas. Por isso, ele alerta que os gestores devem se preparar desde já para a chegada dessa nova geração, tecnológica, inquieta e, principalmente, dinâmica.
Fonte: danylo@imagecom.com.br
O líder do século 21
Entender sobre o comportamento das pessoas
e criar um bom ambiente de trabalho já faz
parte do papel da chefia da geração 2011.
Duas preocupações fundamentais devem fazer parte da rotina dos atuais líderes das empresas. Uma delas é assegurar a geração de resultados de acordo com os objetivos propostos pela organização, seja o lucro financeiro ou outros objetivos para o caso de organizações sem fins lucrativos. O outro lado é cuidar do binômio pessoas/processos. Esta concepção é do sócio-diretor da Relatom – Inteligência em Gestão, Marcelo Maulepes, que possui mais de 25 anos de experiência em gestão empresarial.
Para ele, o líder do século 21 é aquele que entende de estratégia e de pessoas. "A responsabilidade do profissional de liderança é entender de estratégia e de gente. Para entender de estratégia precisa conhecer muito do negócio. Entender de pessoas passa por conhecer o que motiva os liderados e tentar alinhar as expectativas deles com os objetivos estratégicos da organização, gerando assim um ambiente motivador produtivo", afirma Maulepes. É papel do líder estar atento ao desenvolvimento dos colaboradores, ajudando-os a progredirem e proporcionando acesso ao conhecimento e a informação. "Os líderes de fato conhecem e cuidam destes fatores, mas nem todos estão preparados para a função", alerta.
Liderança com eficiência
Capacidade de liderança é uma fator inato em qualquer ser humano. Todos já nascem com esta habilidade em potencial. "Todos temos a característica liderança impregnada em nosso ser, alguns a apresentam com mais naturalidade e outros precisarão desenvolve-la. Assim, liderar é algo que pode ser aprendido e ensinado", explica Maulepes.
Para quem deseja desempenhar um bom papel de líder nas organizações, o conselho do consultor é procurar desenvolvimento constante e entender o que é esperado de sua função. Além disso, precisa ser uma pessoa moldável, que goste de aprender e não se prenda a ideias fixas. "O ambiente de trabalho é profundamente impactado pelo humor e pelo estilo de atuação do líder, entenda ele ou não este fenômeno. Estar preparado para assumir o desafio de ser líder é também promover o bem-estar dos liderados para gerar melhores resultados", conclui Maulepes.
Fonte: www.calltocall.com.br
e criar um bom ambiente de trabalho já faz
parte do papel da chefia da geração 2011.
Duas preocupações fundamentais devem fazer parte da rotina dos atuais líderes das empresas. Uma delas é assegurar a geração de resultados de acordo com os objetivos propostos pela organização, seja o lucro financeiro ou outros objetivos para o caso de organizações sem fins lucrativos. O outro lado é cuidar do binômio pessoas/processos. Esta concepção é do sócio-diretor da Relatom – Inteligência em Gestão, Marcelo Maulepes, que possui mais de 25 anos de experiência em gestão empresarial.
Para ele, o líder do século 21 é aquele que entende de estratégia e de pessoas. "A responsabilidade do profissional de liderança é entender de estratégia e de gente. Para entender de estratégia precisa conhecer muito do negócio. Entender de pessoas passa por conhecer o que motiva os liderados e tentar alinhar as expectativas deles com os objetivos estratégicos da organização, gerando assim um ambiente motivador produtivo", afirma Maulepes. É papel do líder estar atento ao desenvolvimento dos colaboradores, ajudando-os a progredirem e proporcionando acesso ao conhecimento e a informação. "Os líderes de fato conhecem e cuidam destes fatores, mas nem todos estão preparados para a função", alerta.
Liderança com eficiência
Capacidade de liderança é uma fator inato em qualquer ser humano. Todos já nascem com esta habilidade em potencial. "Todos temos a característica liderança impregnada em nosso ser, alguns a apresentam com mais naturalidade e outros precisarão desenvolve-la. Assim, liderar é algo que pode ser aprendido e ensinado", explica Maulepes.
Para quem deseja desempenhar um bom papel de líder nas organizações, o conselho do consultor é procurar desenvolvimento constante e entender o que é esperado de sua função. Além disso, precisa ser uma pessoa moldável, que goste de aprender e não se prenda a ideias fixas. "O ambiente de trabalho é profundamente impactado pelo humor e pelo estilo de atuação do líder, entenda ele ou não este fenômeno. Estar preparado para assumir o desafio de ser líder é também promover o bem-estar dos liderados para gerar melhores resultados", conclui Maulepes.
Fonte: www.calltocall.com.br
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Tendência Contemporânea: A Avaliação por Competências
O primeiro passo nesta nova abordagem consiste na reformulação do papel dos funcionários no sistema de avaliação. Eles devem fazer uma auto-avaliação, identificando não apenas seus pontos fracos, mas seus pontos fortes e seus potenciais. Deixam de ser objetos passivos e passam a ser agentes ativos da avaliação de seu desempenho.
Os talentos humanos nunca foram tão assediados e valorizados quanto nesta década. As empresas voltam-se cada vez mais para a identificação da “prata da casa”. Afinal o que é mais vantajoso? Investir naqueles que já estão engajados na cultura e nos empreendimentos em andamento, que têm potencial para ir mais além, ou contratar mais pessoas para ocupar as funções novas e cargos vagos? É evidente que em algumas ocasiões, injetar “sangue novo” pode ser tão saudável quanto estratégico para a efetivação de mudanças. Porém, torna-se cada vez mais comum reconhecer os méritos dos colaboradores que se destacam no dia-a-dia de trabalho e dar-lhes a oportunidades para ampliar seu campo de desafios. O retorno reflete-se na motivação das pessoas e no aumento do nível de competitividade da empresa que valoriza o potencial de suas equipes.
A Avaliação por Competências
O primeiro passo é definir as competências técnicas, conceituais e as interpessoais, dentro de cada função. É importante salientar que definir competência não é definir tudo aquilo que o funcionário faz, mas determinar quais capacitações devem ser fomentadas, protegidas ou diminuídas.
Para pensarmos em implantar um modelo de avaliação que toma por base as competências pessoais é imprescindível que tenhamos consciência da agilidade, mobilidade e inovação que as organizações precisam para lidar com as mudanças constantes, ameaças e oportunidades emergentes.
São essas mudanças que levam a própria empresa a rever muitas de suas estratégias organizacionais e também a levam a pensar em quais são as competências necessárias ou desejáveis aos profissionais que integram seus quadros no momento presente e também no futuro. As pessoas e seus conhecimentos e competências passam a ser a base principal da empresa. Assim, as pessoas deixam de ser “recursos” e passam a ser tratadas como seres dotados de habilidades, conhecimentos, atitudes, sentimentos, emoções, aspirações, etc.
No modelo de Gestão por Competência a avaliação é apenas uma ferramenta que auxilia o funcionário a clarear para si mesmo e para a organização, quais as competências que possui e quais deverão buscar desenvolver ou incrementar. Esse processo deverá sempre estar alinhado as competências essenciais da própria organização.
A avaliação inicia-se pelo mapeamento, que irá permitir colher dados relativos às competências necessárias para o bom desempenho das atividades e perfil do funcionário quanto a estas competências, categorizando-as em três blocos, que são: Competências Conceituais (conhecimento e domínio de conceitos e teorias que embasam as técnicas); Competências técnicas (domínio de métodos e ferramentas específicas para determinada área de trabalho) e Competências interpessoais (permitir que as pessoas se comuniquem e interajam de forma eficaz. Atitudes e valores pessoais).
Os talentos humanos nunca foram tão assediados e valorizados quanto nesta década. As empresas voltam-se cada vez mais para a identificação da “prata da casa”. Afinal o que é mais vantajoso? Investir naqueles que já estão engajados na cultura e nos empreendimentos em andamento, que têm potencial para ir mais além, ou contratar mais pessoas para ocupar as funções novas e cargos vagos? É evidente que em algumas ocasiões, injetar “sangue novo” pode ser tão saudável quanto estratégico para a efetivação de mudanças. Porém, torna-se cada vez mais comum reconhecer os méritos dos colaboradores que se destacam no dia-a-dia de trabalho e dar-lhes a oportunidades para ampliar seu campo de desafios. O retorno reflete-se na motivação das pessoas e no aumento do nível de competitividade da empresa que valoriza o potencial de suas equipes.
A Avaliação por Competências
O primeiro passo é definir as competências técnicas, conceituais e as interpessoais, dentro de cada função. É importante salientar que definir competência não é definir tudo aquilo que o funcionário faz, mas determinar quais capacitações devem ser fomentadas, protegidas ou diminuídas.
Para pensarmos em implantar um modelo de avaliação que toma por base as competências pessoais é imprescindível que tenhamos consciência da agilidade, mobilidade e inovação que as organizações precisam para lidar com as mudanças constantes, ameaças e oportunidades emergentes.
São essas mudanças que levam a própria empresa a rever muitas de suas estratégias organizacionais e também a levam a pensar em quais são as competências necessárias ou desejáveis aos profissionais que integram seus quadros no momento presente e também no futuro. As pessoas e seus conhecimentos e competências passam a ser a base principal da empresa. Assim, as pessoas deixam de ser “recursos” e passam a ser tratadas como seres dotados de habilidades, conhecimentos, atitudes, sentimentos, emoções, aspirações, etc.
No modelo de Gestão por Competência a avaliação é apenas uma ferramenta que auxilia o funcionário a clarear para si mesmo e para a organização, quais as competências que possui e quais deverão buscar desenvolver ou incrementar. Esse processo deverá sempre estar alinhado as competências essenciais da própria organização.
A avaliação inicia-se pelo mapeamento, que irá permitir colher dados relativos às competências necessárias para o bom desempenho das atividades e perfil do funcionário quanto a estas competências, categorizando-as em três blocos, que são: Competências Conceituais (conhecimento e domínio de conceitos e teorias que embasam as técnicas); Competências técnicas (domínio de métodos e ferramentas específicas para determinada área de trabalho) e Competências interpessoais (permitir que as pessoas se comuniquem e interajam de forma eficaz. Atitudes e valores pessoais).
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Como o RH pode ter um bom 2011, na empresa?
Com a chegada do Ano Novo, geralmente, as pessoas fazem planos tanto no campo pessoal quanto profissional. E os profissionais de Recursos Humanos certamente já pensaram em algo que querem ver concretizado, principalmente no campo organizacional. Por isso, se você faz parte dos que não querem ficar na zona de conforto, garantir seu espaço no mercado altamente competitivo, seguem algumas sugestões para você que atua na área, começar 2011 com o pé direito.
1 - Faça uma autoavaliação com base no desempenho que você teve em 2010, na empresa em que atua. Seja sincero consigo e identifique os seus pontos fortes e aqueles considerados fracos, que precisam ser trabalhados para que seu êxito na carreira não seja comprometido.
2 - Participe das atividades e dos treinamentos que a organização oferece a você. Se há verbas para seu aprimoramento, não deixe para depois o que pode ser feito agora. Caso não existam treinamentos internos que contribuam para o seu crescimento profissional, nada de perder o ânimo. Recorra ao autodesenvolvimento através de leituras em sites especializados, revistas que focam o segmento em que você atua, livros, pesquisas, entre outras ricas fontes de informação.
3 - Valorize o network não apenas em encontros presenciais, mas também através das redes sociais tão valorizadas em um mercado globalizado. Esteja atento à atualização dos seus dados, pois eles podem lhe valer novos canais de desenvolvimento e até mesmo da valorização da sua empregabilidade.
4 - A troca de informações para seu próprio desenvolvimento também pode estar mais perto do que você imagina, ou seja, junto aos seus colegas de trabalho. Por isso, esteja atento aos profissionais do seu convívio e procure, se possível, destinar umas duas horas para formar um grupo de estudos com quem realmente esteja disposto a desenvolver-se e agregar novos conhecimentos na área.
5 - Seja receptivo às inovações e nunca menospreze a si próprio. Não diga que seja impossível acompanhar as mudanças, porque cabe ao seu esforço e à sua própria força de vontade vencer os obstáculos que surgirão no dia a dia.
6 - Lembre-se de que o mercado necessita de talentos que atuem estrategicamente, sejam ativos e nunca passivos. Como um profissional que atua na área de Recursos Humanos, você necessita fazer a sua parte para ser considerado um parceiro do negócio. Para entender melhor como se migra do operacional para o estratégico, leia casos de sucesso de outras empresas mesmo que essas não sejam do mesmo segmento em que você atue.
7 - Para que uma área de RH realize ações com reais chances de êxito, é fundamental estar próximo dos demais profissionais. Ou seja, quem fica apenas atrás da mesa não terá chances de conhecer a realidade dos colaboradores e tampouco conduzir ações que atendam às reais necessidades dessas pessoas que fazem a organização funcionar.
8 - Também dê valor ao seu ambiente de trabalho. Observe o que pode ser melhorado na sua sala e que dependa diretamente de você. A valorização do ser humano deve começar pelo próprio RH, pois você também deve se valorizar. Se abrir as janelas traz mais luz para o ambiente de trabalho, não pense duas vezes e se dê esse presente. A foto de alguém que você ama, em cima da sua mesa também é algo que o fará pensar duas vezes antes de desistir de algo.
9 - Trabalhar faz bem, mas se lembre que, além disso, é ótimo reservar um espaço para sua vida pessoal. Não se torne um workaholic e tenha tempo para os amigos e a família.
10 - Por fim, trace suas metas para 2011 e dê datas para alcançar cada uma delas. Não permite que elas fiquem apenas no papel. É muito fácil dizer que se quer fazer isso ou aquilo. Contudo, é preciso ter foco para conquistar seus objetivos.
Por Patrícia Bispo para o RH.com.br
1 - Faça uma autoavaliação com base no desempenho que você teve em 2010, na empresa em que atua. Seja sincero consigo e identifique os seus pontos fortes e aqueles considerados fracos, que precisam ser trabalhados para que seu êxito na carreira não seja comprometido.
2 - Participe das atividades e dos treinamentos que a organização oferece a você. Se há verbas para seu aprimoramento, não deixe para depois o que pode ser feito agora. Caso não existam treinamentos internos que contribuam para o seu crescimento profissional, nada de perder o ânimo. Recorra ao autodesenvolvimento através de leituras em sites especializados, revistas que focam o segmento em que você atua, livros, pesquisas, entre outras ricas fontes de informação.
3 - Valorize o network não apenas em encontros presenciais, mas também através das redes sociais tão valorizadas em um mercado globalizado. Esteja atento à atualização dos seus dados, pois eles podem lhe valer novos canais de desenvolvimento e até mesmo da valorização da sua empregabilidade.
4 - A troca de informações para seu próprio desenvolvimento também pode estar mais perto do que você imagina, ou seja, junto aos seus colegas de trabalho. Por isso, esteja atento aos profissionais do seu convívio e procure, se possível, destinar umas duas horas para formar um grupo de estudos com quem realmente esteja disposto a desenvolver-se e agregar novos conhecimentos na área.
5 - Seja receptivo às inovações e nunca menospreze a si próprio. Não diga que seja impossível acompanhar as mudanças, porque cabe ao seu esforço e à sua própria força de vontade vencer os obstáculos que surgirão no dia a dia.
6 - Lembre-se de que o mercado necessita de talentos que atuem estrategicamente, sejam ativos e nunca passivos. Como um profissional que atua na área de Recursos Humanos, você necessita fazer a sua parte para ser considerado um parceiro do negócio. Para entender melhor como se migra do operacional para o estratégico, leia casos de sucesso de outras empresas mesmo que essas não sejam do mesmo segmento em que você atue.
7 - Para que uma área de RH realize ações com reais chances de êxito, é fundamental estar próximo dos demais profissionais. Ou seja, quem fica apenas atrás da mesa não terá chances de conhecer a realidade dos colaboradores e tampouco conduzir ações que atendam às reais necessidades dessas pessoas que fazem a organização funcionar.
8 - Também dê valor ao seu ambiente de trabalho. Observe o que pode ser melhorado na sua sala e que dependa diretamente de você. A valorização do ser humano deve começar pelo próprio RH, pois você também deve se valorizar. Se abrir as janelas traz mais luz para o ambiente de trabalho, não pense duas vezes e se dê esse presente. A foto de alguém que você ama, em cima da sua mesa também é algo que o fará pensar duas vezes antes de desistir de algo.
9 - Trabalhar faz bem, mas se lembre que, além disso, é ótimo reservar um espaço para sua vida pessoal. Não se torne um workaholic e tenha tempo para os amigos e a família.
10 - Por fim, trace suas metas para 2011 e dê datas para alcançar cada uma delas. Não permite que elas fiquem apenas no papel. É muito fácil dizer que se quer fazer isso ou aquilo. Contudo, é preciso ter foco para conquistar seus objetivos.
Por Patrícia Bispo para o RH.com.br
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
O Adultecer de Recursos Humanos
Há algum tempo venho pensando em manifestar minhas reflexões sobre a Arte de Construir Recursos Humanos nas Organizações e o Universo conspirou para que este nobre presente chegasse a mim neste momento.
Arte e Construção contínua, pois somos “gentófilos” apaixonados pela missão de contribuir para que outros Seres Humanos como nós possam encontrar em seu ambiente profissional o melhor lugar para se trabalhar.
Acredito que a melhor forma de refletir este papel nos dias de hoje, é retratar uma breve recapitulação das ondas macros que esta área já superou.
Há anos atrás a função era puramente administrativa, o velho conhecido como Departamento Pessoal, veio a Seleção mais voltada para triagem de candidatos após o preenchimento de fichas de emprego, o Treinamento surgiu como capacitação, numa época em que configurava principalmente a obediência servil por parte dos empregados.
Na medida em que as pessoas começaram a manifestar mais abertamente suas insatisfações, o R.H. sai de um papel mecanicista e passa a buscar meios para “suavizar” as relações de trabalho, adotando postura mais observadora diante o comportamento dos funcionários. Além disso, a própria tecnologia traz novas fronteiras para os perfis de conhecimentos e características pessoais.
Chegou a época do R.H. estar mais envolvido pelo negócio, criando metodologias mais sofisticadas para selecionar pessoas e acompanhar suas carreiras, através de parâmetros mais detalhados, incluindo modelos de remuneração, benefícios, medições de performances, preocupação com o Clima Organizacional, eu chamaria da fase dos temperos variados, a cada semana surgiam coisas novas e alguns R.Hs queriam agarrar todos os cavalos galopantes, visando estar em evidência como uma área moderna, com tecnologia avançada, apropriando-se de maior poder na estrutura hierárquica.
Com os sistemas de controles financeiros cada vez mais aguçados, o R.H. obriga-se a estimular mais sua criatividade para manter seu espaço, porém trazendo soluções mais palatáveis para a empresa. Eu diria que soluções mais realistas e menos histéricas, o que traz a área efetivamente para dentro da estrutura.
Revisitando meus anos de carreira em R.H., vejo que as questões principais consideradas mais problemáticas são Comunicação, Liderança e Clima Organizacional, os grandes desafios para R.H.
Porém durante anos a área cuidou dos sintomas, o que gera melhorias paliativas, mas basta olhar a essência de tais questões e se deparar com o óbvio.
Penso que qualquer organização defina sua estratégia de negócios em busca de Resultado/lucratividade e que o tripé de sustentação para mover esta máquina envolve o aspecto financeiro (viabilidade econômica), tecnologia/processo (visão sistêmica e automação) e pessoas. Entretanto, hipoteticamente, o único quesito que se move, ainda que falte os outros dois, é o quesito pessoas.
Logo PESSOAS é o elementar, conseqüentemente envolve Relacionamento, o que implica em conflito, atrito (Rela = atrita).
Há muito tempo eu nem chamaria mais a área de Recursos Humanos, pois evidencia o valor humano atribuído pelas empresas, tratando igualmente a Recursos Financeiros, Recursos Tecnológicos, Recursos Materiais.
Entretanto outras denominações como Gestão de Pessoas, Desenvolvimento Humano, e vai por aí, também não classifica exatamente o conceito desta área, já gerir e desenvolver é responsabilidade de todas as demais áreas da organização e todas compostas de gente.
Sensacional!! chegou então a uma fase de crise de identidade para esta área, o que a obriga a repensar sua missão, visão e papéis na organização.
Creio que seja necessário separar o joio do trigo, elencando suas atribuições funcionais por subsistema.
Um deles é de Serviços (operacional), como Folha de Pagamento, Encargos Sociais, Medicina e Segurança do Trabalho, Sistema de Automação, Relações Sindicais e Trabalhistas, foco na Legislação Trabalhista vigente, soberana aos interesses da empresa, seguido de observância das Políticas Internas.
Outro subsistema, o de Compensação (Tática): Plataforma de Cargos & Salários, Remuneração fixa e variável, Benefícios, PLR, Bônus. Regendo o conjunto pelo princípio da equidade interna e mercadológica (sistema econômico vigente e segmento de negócios).
Por fim, o terceiro subsistema de Prospecção e Desenvolvimento (Estratégica): Atração e Seleção, Gestão do Conhecimento, Gestão da Satisfação, Gestão de Desempenho, Relacionamento Interno, Comunicação Interna e Painel de Controle (indicadores).
Nestes 3 subsistemas, a responsabilidade é estar atento, a novas metodologias, modelos de ferramentas, soluções diferenciadas, tecnologias, apresentando alternativas para a empresa, sempre observando a relação custo x benefício, viabilidade de realização, resultados práticos, objetivos congruentes, consistentes e coerentes com o momento da organização, além de adotar posturas alinhadas e sustentadas por um eixo conceitual que siga a mesma rota estratégica da empresa.
Organizado desta forma, parece relativamente fácil, dependendo de uma equipe multifuncional, com especialistas de visão generalista e de um líder de boa capacidade analítica, bem articulado, que atende rapidamente ao delivery, ágil nas soluções e decisões.
Mas não é tão simples e pragmático, pois atuar em recursos Humanos implica numa profundidade intangível, nuances de cores e tons, praticamente uma dimensão paralela.
E sinto que é sobre esta dimensão que devemos refletir!!!
O R.H. é um Oceano, todos os acontecimentos da empresa deságuam lá, é onde as pessoas vão reclamar, desabafar, denunciar, questionar, chorar e até se esconder.
É uma área que talvez merecesse ganhar adicional por insalubridade, pois como um mineiro, mergulha profundamente no outro quando necessário, ou ser Recursos Gerais para Humanos, pois tem seus variados momentos, terapeuta, educador, acolhedor, noticiário, dicionário e até samambaia, quando não pode expressar absolutamente nada.
Assim, de fato não há título que dimensione esta área.
Mas eu considero inegável que seja um trabalho que se concretiza movido por AMOR, uma dose infindável de interesse pela Natureza Humana Essencial, uma Fé inabalável em sua capacidade de transformação, além de compaixão, aceitação e muito bom humor…
O que eu mais recomendaria a qualquer profissional que atue ou pense em atuar nesta área, é dedique-se seriamente a seu processo de autoconhecimento, entenda que não salvará ninguém, respeite o limite da consciência do outro, bem como as escolhas, seja humilde, mas não modesto, e cuidado com o Ego, pronto, digamos que é um bom conjunto para manter a neutralidade necessária.
Assim, vejo que a melhor postura, é a integral, agir de acordo com que fala, posicionar-se, buscando ser um agente de interação entre empregador e empregado, mostrando transparência pelo sistema de gestão, visando o objetivo de contribuir com a perenidade e crescimento sustentável da organização e credibilidade na relação com os colaboradores.
Trazer à luz a Consciência das Competências, para que os colaboradores de fato tenham Ciência do que lhes Compete.
R.H. às vezes é bom de conteúdo e relapso na embalagem ou venda, outras cria uma embalagem impactante, uma venda bombástica e o conteúdo é vulnerável. Portanto é necessário entender, que o conteúdo tem que apresentar consistência e pode ser simples a embalagem ser atrativa e a venda agregadora, tratando-se de qualquer produto, proposta de solução elaborada pela área, lembrando que promessas podem ser armadilhas, pois tratando-se de Ser Humano dificilmente teremos garantias, pois a via é de mão dupla.
Conscientizar a organização sobre a complexidade das atividades, através de indicadores de produtividade, contra fatos não há argumentos.
A maioria dos colaboradores, incluindo a liderança, desconhece qual é o próprio custo que tem para a empresa, não sabem o conceito de remuneração, implicações legais nas relações de trabalho, tem uma percepção distorcida das atribuições de R.H., além de imaginativa e fantasiosa, sendo esta a caixa preta da empresa, carecendo desmistificar suas funções.
A maioria “idealiza” um ambiente de trabalho, mas não tem uma visão crítica e real, precisam construir a imagem do que realmente querem, mais consciente de bônus e ônus de cada função, acho que dá até pra comparar com os relacionamentos afetivos.
Existe uma forte tendência dos colaboradores de se colocarem a parte dos acontecimentos, ou seja, não compreendem a empresa, em suas metas, objetivos, ações, atitudes, valores.
O Ser Humano, por natureza, necessita de atenção e reconhecimento (mãe), além de limites e orientações (pai), simbolicamente acaba atribuindo esses papeis arquetípicos à empresa e ao chefe e estabelecendo esse modelo infantilizado de relação emocional de forma inconsciente.
E as organizações estimularam isso, sendo hostis demais ou assistencialistas demais, ou seja, precisamos crescer, nos apropriando da responsabilidade de nossa vida e não delegando este poder a outro.
Agora é necessária, uma relação adulta, conscientizando a todos (empregadores e empregados), que esta relação é uma via de mão dupla, onde ambos são responsáveis pela saúde e satisfação da mesma.
A retenção e satisfação desta relação acontecem pela identificação e afinidade com o DNA da empresa, o que gera orgulho, é um apaixonar-se que vibra mais intensamente dentro do Ser Humano, haja vista que o aspecto financeiro é efêmero.
Assim, penso que o mais importante papel do profissional de Recursos Humanos é entregar-se ao AMOR pela Natureza Humana e atuar como agricultor, semeando continuamente a única fonte de Sabedoria e maior Patrimônio que o Ser Humano pode ter, o AUTOCONHECIMENTO, pois quem conhece a si mesmo é LIVRE, e liberdade é a essência da FELICIDADE!!!
Arte e Construção contínua, pois somos “gentófilos” apaixonados pela missão de contribuir para que outros Seres Humanos como nós possam encontrar em seu ambiente profissional o melhor lugar para se trabalhar.
Acredito que a melhor forma de refletir este papel nos dias de hoje, é retratar uma breve recapitulação das ondas macros que esta área já superou.
Há anos atrás a função era puramente administrativa, o velho conhecido como Departamento Pessoal, veio a Seleção mais voltada para triagem de candidatos após o preenchimento de fichas de emprego, o Treinamento surgiu como capacitação, numa época em que configurava principalmente a obediência servil por parte dos empregados.
Na medida em que as pessoas começaram a manifestar mais abertamente suas insatisfações, o R.H. sai de um papel mecanicista e passa a buscar meios para “suavizar” as relações de trabalho, adotando postura mais observadora diante o comportamento dos funcionários. Além disso, a própria tecnologia traz novas fronteiras para os perfis de conhecimentos e características pessoais.
Chegou a época do R.H. estar mais envolvido pelo negócio, criando metodologias mais sofisticadas para selecionar pessoas e acompanhar suas carreiras, através de parâmetros mais detalhados, incluindo modelos de remuneração, benefícios, medições de performances, preocupação com o Clima Organizacional, eu chamaria da fase dos temperos variados, a cada semana surgiam coisas novas e alguns R.Hs queriam agarrar todos os cavalos galopantes, visando estar em evidência como uma área moderna, com tecnologia avançada, apropriando-se de maior poder na estrutura hierárquica.
Com os sistemas de controles financeiros cada vez mais aguçados, o R.H. obriga-se a estimular mais sua criatividade para manter seu espaço, porém trazendo soluções mais palatáveis para a empresa. Eu diria que soluções mais realistas e menos histéricas, o que traz a área efetivamente para dentro da estrutura.
Revisitando meus anos de carreira em R.H., vejo que as questões principais consideradas mais problemáticas são Comunicação, Liderança e Clima Organizacional, os grandes desafios para R.H.
Porém durante anos a área cuidou dos sintomas, o que gera melhorias paliativas, mas basta olhar a essência de tais questões e se deparar com o óbvio.
Penso que qualquer organização defina sua estratégia de negócios em busca de Resultado/lucratividade e que o tripé de sustentação para mover esta máquina envolve o aspecto financeiro (viabilidade econômica), tecnologia/processo (visão sistêmica e automação) e pessoas. Entretanto, hipoteticamente, o único quesito que se move, ainda que falte os outros dois, é o quesito pessoas.
Logo PESSOAS é o elementar, conseqüentemente envolve Relacionamento, o que implica em conflito, atrito (Rela = atrita).
Há muito tempo eu nem chamaria mais a área de Recursos Humanos, pois evidencia o valor humano atribuído pelas empresas, tratando igualmente a Recursos Financeiros, Recursos Tecnológicos, Recursos Materiais.
Entretanto outras denominações como Gestão de Pessoas, Desenvolvimento Humano, e vai por aí, também não classifica exatamente o conceito desta área, já gerir e desenvolver é responsabilidade de todas as demais áreas da organização e todas compostas de gente.
Sensacional!! chegou então a uma fase de crise de identidade para esta área, o que a obriga a repensar sua missão, visão e papéis na organização.
Creio que seja necessário separar o joio do trigo, elencando suas atribuições funcionais por subsistema.
Um deles é de Serviços (operacional), como Folha de Pagamento, Encargos Sociais, Medicina e Segurança do Trabalho, Sistema de Automação, Relações Sindicais e Trabalhistas, foco na Legislação Trabalhista vigente, soberana aos interesses da empresa, seguido de observância das Políticas Internas.
Outro subsistema, o de Compensação (Tática): Plataforma de Cargos & Salários, Remuneração fixa e variável, Benefícios, PLR, Bônus. Regendo o conjunto pelo princípio da equidade interna e mercadológica (sistema econômico vigente e segmento de negócios).
Por fim, o terceiro subsistema de Prospecção e Desenvolvimento (Estratégica): Atração e Seleção, Gestão do Conhecimento, Gestão da Satisfação, Gestão de Desempenho, Relacionamento Interno, Comunicação Interna e Painel de Controle (indicadores).
Nestes 3 subsistemas, a responsabilidade é estar atento, a novas metodologias, modelos de ferramentas, soluções diferenciadas, tecnologias, apresentando alternativas para a empresa, sempre observando a relação custo x benefício, viabilidade de realização, resultados práticos, objetivos congruentes, consistentes e coerentes com o momento da organização, além de adotar posturas alinhadas e sustentadas por um eixo conceitual que siga a mesma rota estratégica da empresa.
Organizado desta forma, parece relativamente fácil, dependendo de uma equipe multifuncional, com especialistas de visão generalista e de um líder de boa capacidade analítica, bem articulado, que atende rapidamente ao delivery, ágil nas soluções e decisões.
Mas não é tão simples e pragmático, pois atuar em recursos Humanos implica numa profundidade intangível, nuances de cores e tons, praticamente uma dimensão paralela.
E sinto que é sobre esta dimensão que devemos refletir!!!
O R.H. é um Oceano, todos os acontecimentos da empresa deságuam lá, é onde as pessoas vão reclamar, desabafar, denunciar, questionar, chorar e até se esconder.
É uma área que talvez merecesse ganhar adicional por insalubridade, pois como um mineiro, mergulha profundamente no outro quando necessário, ou ser Recursos Gerais para Humanos, pois tem seus variados momentos, terapeuta, educador, acolhedor, noticiário, dicionário e até samambaia, quando não pode expressar absolutamente nada.
Assim, de fato não há título que dimensione esta área.
Mas eu considero inegável que seja um trabalho que se concretiza movido por AMOR, uma dose infindável de interesse pela Natureza Humana Essencial, uma Fé inabalável em sua capacidade de transformação, além de compaixão, aceitação e muito bom humor…
O que eu mais recomendaria a qualquer profissional que atue ou pense em atuar nesta área, é dedique-se seriamente a seu processo de autoconhecimento, entenda que não salvará ninguém, respeite o limite da consciência do outro, bem como as escolhas, seja humilde, mas não modesto, e cuidado com o Ego, pronto, digamos que é um bom conjunto para manter a neutralidade necessária.
Assim, vejo que a melhor postura, é a integral, agir de acordo com que fala, posicionar-se, buscando ser um agente de interação entre empregador e empregado, mostrando transparência pelo sistema de gestão, visando o objetivo de contribuir com a perenidade e crescimento sustentável da organização e credibilidade na relação com os colaboradores.
Trazer à luz a Consciência das Competências, para que os colaboradores de fato tenham Ciência do que lhes Compete.
R.H. às vezes é bom de conteúdo e relapso na embalagem ou venda, outras cria uma embalagem impactante, uma venda bombástica e o conteúdo é vulnerável. Portanto é necessário entender, que o conteúdo tem que apresentar consistência e pode ser simples a embalagem ser atrativa e a venda agregadora, tratando-se de qualquer produto, proposta de solução elaborada pela área, lembrando que promessas podem ser armadilhas, pois tratando-se de Ser Humano dificilmente teremos garantias, pois a via é de mão dupla.
Conscientizar a organização sobre a complexidade das atividades, através de indicadores de produtividade, contra fatos não há argumentos.
A maioria dos colaboradores, incluindo a liderança, desconhece qual é o próprio custo que tem para a empresa, não sabem o conceito de remuneração, implicações legais nas relações de trabalho, tem uma percepção distorcida das atribuições de R.H., além de imaginativa e fantasiosa, sendo esta a caixa preta da empresa, carecendo desmistificar suas funções.
A maioria “idealiza” um ambiente de trabalho, mas não tem uma visão crítica e real, precisam construir a imagem do que realmente querem, mais consciente de bônus e ônus de cada função, acho que dá até pra comparar com os relacionamentos afetivos.
Existe uma forte tendência dos colaboradores de se colocarem a parte dos acontecimentos, ou seja, não compreendem a empresa, em suas metas, objetivos, ações, atitudes, valores.
O Ser Humano, por natureza, necessita de atenção e reconhecimento (mãe), além de limites e orientações (pai), simbolicamente acaba atribuindo esses papeis arquetípicos à empresa e ao chefe e estabelecendo esse modelo infantilizado de relação emocional de forma inconsciente.
E as organizações estimularam isso, sendo hostis demais ou assistencialistas demais, ou seja, precisamos crescer, nos apropriando da responsabilidade de nossa vida e não delegando este poder a outro.
Agora é necessária, uma relação adulta, conscientizando a todos (empregadores e empregados), que esta relação é uma via de mão dupla, onde ambos são responsáveis pela saúde e satisfação da mesma.
A retenção e satisfação desta relação acontecem pela identificação e afinidade com o DNA da empresa, o que gera orgulho, é um apaixonar-se que vibra mais intensamente dentro do Ser Humano, haja vista que o aspecto financeiro é efêmero.
Assim, penso que o mais importante papel do profissional de Recursos Humanos é entregar-se ao AMOR pela Natureza Humana e atuar como agricultor, semeando continuamente a única fonte de Sabedoria e maior Patrimônio que o Ser Humano pode ter, o AUTOCONHECIMENTO, pois quem conhece a si mesmo é LIVRE, e liberdade é a essência da FELICIDADE!!!
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Faça de suas apresentações um sucesso
Veja como pode ser simples planejar e fazer apresentações de sucesso. Acompanhe passo a passo um conjunto de regras que irão ajudá-lo a falar em público com segurança e desembaraço.
1. A naturalidade pode ser considerada a melhor regra da boa comunicação
Se você cometer alguns erros técnicos durante uma apresentação em público, mas comportar-se de maneira natural e espontânea tenha certeza de que os ouvintes ainda poderão acreditar nas suas palavras e aceitar bem a mensagem. Entretanto, se usar técnicas de comunicação, mas apresentar-se de forma artificial, a platéia poderá duvidar das suas intenções. A técnica será útil quando preservar suas características e respeitar seu estilo de comunicação. Apresentando-se com naturalidade, irá se sentir seguro confiante e suas apresentações serão mais eficientes.
2. Não confie na memória - leve um roteiro como apoio
Algumas pessoas memorizam suas apresentações palavra por palavra imaginando que assim se sentirão mais confiantes. A experiência demonstra que, de maneira geral, o resultado acaba sendo muito diferente. Se você se esquecer de uma palavra importante na ligação de duas idéias, talvez se sinta desestabilizado e inseguro para continuar. O pior é que ao decorar uma apresentação você poderá não se preparar psicologicamente para falar de improviso e ao não encontrar a informação de que necessita, ficará sem saber como contornar o problema. Use um roteiro com as principais etapas da exposição, e frases que contenham idéias completas. Assim, diante da platéia, leia a frase e a seguir comente a informação, ampliando, criticando, comparando, discutindo, até que essa parte da mensagem se esgote. Depois, leia a próxima frase e faça outros comentários apropriados à nova informação, estabeleça outras comparações, introduza observações diferentes até concluir essa etapa do raciocínio. Aja assim até encerrar a apresentação. Uma grande vantagem desse recurso é que você se sentirá seguro por ter um roteiro com toda a seqüência da apresentação, ao mesmo tempo que terá a liberdade para desenvolver o raciocínio diante do público. Se a sua apresentação for mais simples poderá recorrer a um cartão de notas, uma cartolina mais ou menos do tamanho da palma da mão, que deverá conter as palavras-chave, números, datas, cifras, e todas as informações que possam mostrar a seqüência das idéias. Com esse recurso você bate os olhos nas palavras que estão no cartão e vai se certificando que a seqüência planejada está sendo seguida.
3. Use uma linguagem correta
Uma escorregadinha na gramática aqui, outra ali, talvez não chegue a prejudicar sua apresentação. Afinal, quem nunca comete erros gramaticais que atire a primeira pedra. Entretanto, alguns erros grosseiros poderão prejudicar a sua imagem e a da instituição que estiver representando. Tenho relacionado alguns erros comuns cometidos até por aqueles que ocupam posições hierárquicas importantes e sinto que as platéias que os ouvem duvidam da formação e da competência de quem os comete. Os mais graves são: "fazem tantos anos", "menas", "a nível de", "somos em seis", "meia tola", entre outros. Mesmo que você tenha uma boa formação intelectual, sempre valerá a pena fazer uma revisão gramatical, principalmente quanto à conjugação verbal e às concordâncias.
4. Saiba quem são os ouvintes
Se você fizer a mesma apresentação diante de platéias diferentes talvez até possa ter sucesso, mas por acaso, a previsão, entretanto, é que não atinja os objetivos pretendidos.
Cada público possui características e expectativas próprias, e que precisam ser consideradas em uma apresentação. Procure saber qual é o nível intelectual das pessoas, até que ponto conhecem o assunto e a faixa etária predominante dos ouvintes. Assim, poderá se preparar de maneira mais conveniente e com maiores chances de se apresentar bem.
5. Tenha começo meio e fim
Guarde essa regrinha simples e muito útil para organizar uma apresentação: Anuncie o que vai falar, fale e conte sobre o que falou. Depois de cumprimentar os ouvintes e conquistá-los com elogios sinceros, ou mostrando os benefícios da mensagem, conte qual o tema que irá abordar. Ao anunciar qual o assunto que irá desenvolver, a platéia acompanhará seu raciocínio com mais facilidade, porque saberá aonde deseja chegar. Em seguida, transmita a mensagem, sempre facilitando o entendimento dos ouvintes. Se, por exemplo, deseja apresentar a solução para um problema, diga antes qual é o problema. Se pretende falar de uma informação atual, esclareça inicialmente como tudo ocorreu até que a informação nova surgisse. Use toda argumentação disponível: pesquisas, estatísticas, exemplos, comparações, estudos técnicos e científicos, etc. Se, eventualmente, perceber que os ouvintes apresentam algum tipo de resistência, defenda os argumentos refutando essas objeções. Finalmente, depois de expor os argumentos e defendê-los das resistência dos ouvintes, diga qual foi o assunto abordado, para que a platéia possa guardar melhor a mensagem principal.
6. Tenha uma postura correta
Evite os excessos, inclusive das regras que orientam sobre postura. Alguns, com o intuito de corrigir erros, partem para os extremos e condenam até atitudes que, em determinadas circunstâncias, são naturais e corretas. Assim, cuidado com o "não faça", "não pode", "está errado" e outras afirmações semelhantes. Prefira seguir sugestões que dizem "evite", "desaconselhável", "não é recomendável", e outras que se pareçam com essas. Portanto, evite apoiar-se apenas sobre uma das pernas e procure não deixá-las muito abertas ou fechadas. É importante que se movimente diante dos ouvintes para que realimentem a atenção, mas esteja certo de que o movimento tem algum objetivo, como por exemplo, destacar uma informação, reconquistar parcela do auditório que está desatenta, etc. caso contrário é preferível que fique parado. Cuidado com a falta de gestos, mas seja mais cauteloso ainda com o excesso de gesticulação. Procure falar olhando para todas as pessoas da platéia, girando o tronco e a cabeça com calma, ora para a esquerda, ora para a direita, para valorizar e prestigiar a presença dos ouvintes, saber como se comportam diante da exposição e dar maleabilidade ao corpo, proporcionando, assim, uma postura mais natural. O semblante é um dos aspectos mais importantes da expressão corporal, por isso dê atenção especial a ele. Verifique se ele está expressivo e coerente com o sentimento transmitido pelas palavras. Por exemplo, não demonstre tristeza quando falar em alegria. Evite falar com as mãos nos bolsos, com os braços cruzados ou nas costas. Também não é recomendável ficar esfregando as mãos, principalmente no início, para não passar a idéia de que está inseguro ou hesitante.
7. Seja bem-humorado
Nenhum estudo comprovou que o bom-humor consegue convencer ou persuadir os ouvintes. Se isso ocorresse os humoristas seriam sempre irresistíveis. Entretanto, é óbvio que um orador bem-humorado consegue manter a atenção dos ouvintes com mais facilidade. Se o assunto permitir e o ambiente for favorável, use sua presença de espírito para tornar a apresentação mais leve, descontraída e interessante. Cuidado, entretanto, para não exagerar, pois o orador que fica o tempo todo fazendo gracinhas pode perder a credibilidade.
8. Prepare-se para falar
Assim como você não iria para a guerra municiado apenas com balas suficientes para acertar o número exato de inimigos entrincheirados, também para falar não deverá se abastecer com conteúdo que atenda apenas ao tempo determinado para a apresentação. Saiba o máximo que puder sobre a matéria que irá expor, isto é, se tiver de falar 15 minutos, saiba o suficiente para discorrer pelo menos 30 minutos. Não se contente apenas em se preparar sobre o conteúdo, treine também a forma de exposição. Faça exercícios falando sozinho na frente do espelho, ou se tiver condições, diante de uma câmera de vídeo. Atenção para essa dica - embora esse treinamento sugerido dê fluência e ritmo à apresentação, de maneira geral, não dá naturalidade. Para que a fala atinja bom nível de espontaneidade fale com pessoas. Reúna um grupo de amigos, familiares ou colegas de trabalho, ou de classe, e converse bastante sobre o assunto que irá expor. Acredite, se conseguir falar de maneira semelhante na frente da platéia será um sucesso.
9. Use recursos audiovisuais
Esse estudo é impressionante - se apresentar a mensagem apenas verbalmente, depois de três dias os ouvintes irão se lembrar de 10% do que falou. Se, entretanto, expuser o assunto verbalmente, mas com auxílio de um recurso visual, depois do mesmo período, as pessoas se lembrarão de 65% do que foi transmitido. Mais uma vez, tome cuidado com os excessos. Nada de Power Point acompanhado de brecadinhas de carro, barulhinhos de máquina de escrever, e outros ruídos que deixaram de ser novidade há muito tempo e por isso podem vulgarizar a apresentação. Um bom visual deverá atender a três grandes objetivos: destacar as informações importantes, facilitar o acompanhamento do raciocínio e fazer com que os ouvintes se lembrem das informações por tempo mais prolongado. Portanto, não use o visual como "colinha", só porque é bonito, para impressionar, ou porque todo mundo usa. Observe sempre se o seu uso é mesmo necessário. Faça visuais com letras de um tamanho que todos possam ler. Projete apenas a essência da mensagem em poucas palavras. Apresente números em forma de gráficos. Use cores contrastantes, mas sem excesso. Posicione o aparelho de projeção e a tela em local que possibilite a visualização da platéia e facilite sua movimentação. Evite excesso de aparelhos. Quanto mais aparelhos e mais botões maiores as chances de aparecerem problemas.
10. Fale com emoção
Fale sempre com energia, entusiasmo, emoção. Se nós não demonstrarmos interesse e envolvimento pelo assunto que estamos abordando, como é que poderemos pretender que os ouvintes se interessem pela mensagem? A emoção do orador tem influência determinante no processo de conquista dos ouvintes.
Reinaldo Polito,
Professor, mestre em ciências da comunicação e autor de onze obras sobre o assunto, entre elas o Best Seller "Como falar corretamente e sem inibições" com 98 edições. Esses e outros conceitos são desenvolvidos no curso de expressão verbal ministrado pelo Professor Reinaldo Polito
1. A naturalidade pode ser considerada a melhor regra da boa comunicação
Se você cometer alguns erros técnicos durante uma apresentação em público, mas comportar-se de maneira natural e espontânea tenha certeza de que os ouvintes ainda poderão acreditar nas suas palavras e aceitar bem a mensagem. Entretanto, se usar técnicas de comunicação, mas apresentar-se de forma artificial, a platéia poderá duvidar das suas intenções. A técnica será útil quando preservar suas características e respeitar seu estilo de comunicação. Apresentando-se com naturalidade, irá se sentir seguro confiante e suas apresentações serão mais eficientes.
2. Não confie na memória - leve um roteiro como apoio
Algumas pessoas memorizam suas apresentações palavra por palavra imaginando que assim se sentirão mais confiantes. A experiência demonstra que, de maneira geral, o resultado acaba sendo muito diferente. Se você se esquecer de uma palavra importante na ligação de duas idéias, talvez se sinta desestabilizado e inseguro para continuar. O pior é que ao decorar uma apresentação você poderá não se preparar psicologicamente para falar de improviso e ao não encontrar a informação de que necessita, ficará sem saber como contornar o problema. Use um roteiro com as principais etapas da exposição, e frases que contenham idéias completas. Assim, diante da platéia, leia a frase e a seguir comente a informação, ampliando, criticando, comparando, discutindo, até que essa parte da mensagem se esgote. Depois, leia a próxima frase e faça outros comentários apropriados à nova informação, estabeleça outras comparações, introduza observações diferentes até concluir essa etapa do raciocínio. Aja assim até encerrar a apresentação. Uma grande vantagem desse recurso é que você se sentirá seguro por ter um roteiro com toda a seqüência da apresentação, ao mesmo tempo que terá a liberdade para desenvolver o raciocínio diante do público. Se a sua apresentação for mais simples poderá recorrer a um cartão de notas, uma cartolina mais ou menos do tamanho da palma da mão, que deverá conter as palavras-chave, números, datas, cifras, e todas as informações que possam mostrar a seqüência das idéias. Com esse recurso você bate os olhos nas palavras que estão no cartão e vai se certificando que a seqüência planejada está sendo seguida.
3. Use uma linguagem correta
Uma escorregadinha na gramática aqui, outra ali, talvez não chegue a prejudicar sua apresentação. Afinal, quem nunca comete erros gramaticais que atire a primeira pedra. Entretanto, alguns erros grosseiros poderão prejudicar a sua imagem e a da instituição que estiver representando. Tenho relacionado alguns erros comuns cometidos até por aqueles que ocupam posições hierárquicas importantes e sinto que as platéias que os ouvem duvidam da formação e da competência de quem os comete. Os mais graves são: "fazem tantos anos", "menas", "a nível de", "somos em seis", "meia tola", entre outros. Mesmo que você tenha uma boa formação intelectual, sempre valerá a pena fazer uma revisão gramatical, principalmente quanto à conjugação verbal e às concordâncias.
4. Saiba quem são os ouvintes
Se você fizer a mesma apresentação diante de platéias diferentes talvez até possa ter sucesso, mas por acaso, a previsão, entretanto, é que não atinja os objetivos pretendidos.
Cada público possui características e expectativas próprias, e que precisam ser consideradas em uma apresentação. Procure saber qual é o nível intelectual das pessoas, até que ponto conhecem o assunto e a faixa etária predominante dos ouvintes. Assim, poderá se preparar de maneira mais conveniente e com maiores chances de se apresentar bem.
5. Tenha começo meio e fim
Guarde essa regrinha simples e muito útil para organizar uma apresentação: Anuncie o que vai falar, fale e conte sobre o que falou. Depois de cumprimentar os ouvintes e conquistá-los com elogios sinceros, ou mostrando os benefícios da mensagem, conte qual o tema que irá abordar. Ao anunciar qual o assunto que irá desenvolver, a platéia acompanhará seu raciocínio com mais facilidade, porque saberá aonde deseja chegar. Em seguida, transmita a mensagem, sempre facilitando o entendimento dos ouvintes. Se, por exemplo, deseja apresentar a solução para um problema, diga antes qual é o problema. Se pretende falar de uma informação atual, esclareça inicialmente como tudo ocorreu até que a informação nova surgisse. Use toda argumentação disponível: pesquisas, estatísticas, exemplos, comparações, estudos técnicos e científicos, etc. Se, eventualmente, perceber que os ouvintes apresentam algum tipo de resistência, defenda os argumentos refutando essas objeções. Finalmente, depois de expor os argumentos e defendê-los das resistência dos ouvintes, diga qual foi o assunto abordado, para que a platéia possa guardar melhor a mensagem principal.
6. Tenha uma postura correta
Evite os excessos, inclusive das regras que orientam sobre postura. Alguns, com o intuito de corrigir erros, partem para os extremos e condenam até atitudes que, em determinadas circunstâncias, são naturais e corretas. Assim, cuidado com o "não faça", "não pode", "está errado" e outras afirmações semelhantes. Prefira seguir sugestões que dizem "evite", "desaconselhável", "não é recomendável", e outras que se pareçam com essas. Portanto, evite apoiar-se apenas sobre uma das pernas e procure não deixá-las muito abertas ou fechadas. É importante que se movimente diante dos ouvintes para que realimentem a atenção, mas esteja certo de que o movimento tem algum objetivo, como por exemplo, destacar uma informação, reconquistar parcela do auditório que está desatenta, etc. caso contrário é preferível que fique parado. Cuidado com a falta de gestos, mas seja mais cauteloso ainda com o excesso de gesticulação. Procure falar olhando para todas as pessoas da platéia, girando o tronco e a cabeça com calma, ora para a esquerda, ora para a direita, para valorizar e prestigiar a presença dos ouvintes, saber como se comportam diante da exposição e dar maleabilidade ao corpo, proporcionando, assim, uma postura mais natural. O semblante é um dos aspectos mais importantes da expressão corporal, por isso dê atenção especial a ele. Verifique se ele está expressivo e coerente com o sentimento transmitido pelas palavras. Por exemplo, não demonstre tristeza quando falar em alegria. Evite falar com as mãos nos bolsos, com os braços cruzados ou nas costas. Também não é recomendável ficar esfregando as mãos, principalmente no início, para não passar a idéia de que está inseguro ou hesitante.
7. Seja bem-humorado
Nenhum estudo comprovou que o bom-humor consegue convencer ou persuadir os ouvintes. Se isso ocorresse os humoristas seriam sempre irresistíveis. Entretanto, é óbvio que um orador bem-humorado consegue manter a atenção dos ouvintes com mais facilidade. Se o assunto permitir e o ambiente for favorável, use sua presença de espírito para tornar a apresentação mais leve, descontraída e interessante. Cuidado, entretanto, para não exagerar, pois o orador que fica o tempo todo fazendo gracinhas pode perder a credibilidade.
8. Prepare-se para falar
Assim como você não iria para a guerra municiado apenas com balas suficientes para acertar o número exato de inimigos entrincheirados, também para falar não deverá se abastecer com conteúdo que atenda apenas ao tempo determinado para a apresentação. Saiba o máximo que puder sobre a matéria que irá expor, isto é, se tiver de falar 15 minutos, saiba o suficiente para discorrer pelo menos 30 minutos. Não se contente apenas em se preparar sobre o conteúdo, treine também a forma de exposição. Faça exercícios falando sozinho na frente do espelho, ou se tiver condições, diante de uma câmera de vídeo. Atenção para essa dica - embora esse treinamento sugerido dê fluência e ritmo à apresentação, de maneira geral, não dá naturalidade. Para que a fala atinja bom nível de espontaneidade fale com pessoas. Reúna um grupo de amigos, familiares ou colegas de trabalho, ou de classe, e converse bastante sobre o assunto que irá expor. Acredite, se conseguir falar de maneira semelhante na frente da platéia será um sucesso.
9. Use recursos audiovisuais
Esse estudo é impressionante - se apresentar a mensagem apenas verbalmente, depois de três dias os ouvintes irão se lembrar de 10% do que falou. Se, entretanto, expuser o assunto verbalmente, mas com auxílio de um recurso visual, depois do mesmo período, as pessoas se lembrarão de 65% do que foi transmitido. Mais uma vez, tome cuidado com os excessos. Nada de Power Point acompanhado de brecadinhas de carro, barulhinhos de máquina de escrever, e outros ruídos que deixaram de ser novidade há muito tempo e por isso podem vulgarizar a apresentação. Um bom visual deverá atender a três grandes objetivos: destacar as informações importantes, facilitar o acompanhamento do raciocínio e fazer com que os ouvintes se lembrem das informações por tempo mais prolongado. Portanto, não use o visual como "colinha", só porque é bonito, para impressionar, ou porque todo mundo usa. Observe sempre se o seu uso é mesmo necessário. Faça visuais com letras de um tamanho que todos possam ler. Projete apenas a essência da mensagem em poucas palavras. Apresente números em forma de gráficos. Use cores contrastantes, mas sem excesso. Posicione o aparelho de projeção e a tela em local que possibilite a visualização da platéia e facilite sua movimentação. Evite excesso de aparelhos. Quanto mais aparelhos e mais botões maiores as chances de aparecerem problemas.
10. Fale com emoção
Fale sempre com energia, entusiasmo, emoção. Se nós não demonstrarmos interesse e envolvimento pelo assunto que estamos abordando, como é que poderemos pretender que os ouvintes se interessem pela mensagem? A emoção do orador tem influência determinante no processo de conquista dos ouvintes.
Reinaldo Polito,
Professor, mestre em ciências da comunicação e autor de onze obras sobre o assunto, entre elas o Best Seller "Como falar corretamente e sem inibições" com 98 edições. Esses e outros conceitos são desenvolvidos no curso de expressão verbal ministrado pelo Professor Reinaldo Polito
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